lunes, 15 de septiembre de 2008

BOGOTÁ: a primeira impressão não é a que fica - PARTE I

19 de dezembro de 2006... Depois de uma conexão em Lima, o avião da Avianca que tomei rumo a Bogotá está prestes a chegar na quinta maior metrópole sulamericana, e mesmo após o anúncio do piloto de que estavamos a apenas 5 minutos do Aeroporto Internacional El Dorado, de Bogotá, tudo o que eu via pela janela eram granjas, estufas, fruticultura, horticultura e afins.. Nenhum sinal de mancha urbana..

Bom, eu já tinha uma noção de como era Bogotá através de fotos, basicamente.. Mas o cenário antes de chegar ao aeroporto era realmente surpreendentemente semi-rural! Raciocinando melhor acabei me dando conta de que fazia sentido, afinal, Bogotá está em um dos poucos grandes vales da cordilheira oriental dos Andes que atravessa a Colômbia e, portanto, todo e qualquer espaço da chamada Savana de Bogotá deveria ser aproveitado para a produção de alimentos básicos para sustentar essa região metropolitana de quase 8 milhões de pessoas que aí se localiza, no meio da maior cordilheira do planeta, a 2600 metros de altitude (como diz uma expressão popular colombiana: Bogotá, 2600 metro mais perto das estrelas).

Avião pousado. As primeiras impressões começam a surgir... Um aeroporto velho, extremamente bagunçado e uma fila gigante para passar pela alfândega. O carimbo do visto que me dão me permite a estadia na Colômbia por 3 meses. Então parto para as primeiras horas dessa minha nova casa por alguns meses.. Sérgio, meu amigo que me hospedará todo o tempo na capital colombiana me espera fora do aeroporto e, apesar da dificuldade em encontrá-lo devido à desordem que está o aeroporto (especialmente pelo fluxo originado pela chegada do natal), lá estava ele, foragido por poucas horas de seu trabalho para me levar até o apartamento onde mora, no bairro de Teusaquillo.

Ainda não adaptado ao valor da moeda colombiana (o peso colombiano), não entendo muito bem se pagar 4 mil pesos de estacionamento era muito ou não.. Enfim, o Sérgio diz que não e vamos em direção ao seu carro colocar uma mala de pouco mais de 20kg e minha mochila ali. Para minha surpresa, vejo que seu carro é um Gol 2006 made in Brazil! Está longe de ser o carro mais popular da Colômbia.. Diferentemente do Brasil, não se vê Gol(s) aos montes.. São raros.. E para "melhorar" a imagem e publicidade de nossa indústria automobilística, meu amigo colombiano já havia tido gastos elevados com seu carro, comprado zero há alguns meses... Enfim... Ao sair do estacionamento, a bagunça no trânsito ao redor do aeroporto era proporcional - ou ainda maior - à desordem já enfrentada antes.. Só a tentativa de entrar em uma rotatória que nos levaria à Avenida El Dorado (que conecta o aeroporto - à oeste - ao centro) nos toma, sem exageros, uns 3 minutos.. Não havia semáforo e o trânsito as 15:00 estava um inferno naquela região. Escapando da região do aeroporto, já na avenida El Dorado, uma via bastante larga e moderna, avistava as altas torres que definem o skyline do centro de Bogotá bastante longe de mim, a quase 10km, sem altos e baixos no relevo - uma cidade extremamente plana.. Edifícios que se destacavam por sua altura num mar de prédios baixos - a grande maioria construídos com tijolinhos vermelhos a vista, definindo a cor marrom-avermelhada que domina a urbe - que, porém, perdiam em altura para as montanhas logo atrás deles.... A impressão de desordem ainda se sobrepunha sobre qualquer outra nessas primeiras horas.. E se somava à impressão de uma cidade mal arborizada e caótica. Por sorte, essa primeira impressão, contrariando o ditado popular, não foi a que ficou! Continuo em uma próximo oportunidade.

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